segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
JANDILISA GRANASSO
Do que escrever, se nada sei ?
(in "Informativo do Grupo Literário Letra Viva" de Guarulhos ).segunda-feira, 2 de novembro de 2020
UM POEMA DE TOUCHÉ !
Anoto impressões em versos simples
serenas digitais de espanto..
Espantado, envelheço,
espantalho
Perco folhas e galhos
Frutas amadurecem
Frutas são colhidas
ou despencam ao pé da árvore
Sobrevivo aos cinzas do inverno
Sobrevivo às inclemências do sol
Necessito.
Touché
quinta-feira, 9 de julho de 2020
UM POEMA DE RINI MARTIN
onde o oásis ?
sigo em frente
deserto só deserto
areia : as areias
o branco reveste meu corpo
a desértica invenção de um espaço
duplas buscas : a poesia e a sede
fogo que devora. aridez total. claros
signos e olhares atentos. o olhar : viagem
e vertigem, esperança ainda
a brancura do deserto
camelos
e rastros : buscas e fugas.
na celebração do desejo : no cântico
das palavras: a palavra saltita
no branco da página
palavras-desertos
oásis ? só águas
do II Concurso Municipal de Conto e Poesia da Prefeitura Municipal de Guarulhos
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
PEDRO DIAS GONÇALVES
Eu sou um ponto perdido no universo das coisas.
Um ponto que mais parece um pedaço de espelho quebrado
e reflete as coisas que estão à sua volta !
Eu sou um ponto !
Um ponto inerte e amorfo que se dilui e vira um nada.
Um ponto que não tem o seu ponto de apoio.
Um ponto isolado sem uma linha reta
para se ligar a outro ponto !
Eu sou um ponto !
Um ponto que vive só e quieto,
um ponto que viaja na linha do pensamento,
em busca da razão e nos descaminhos submete-se
a todo tipo de agressão .
Eu sou um ponto sensível
que não queria ser espelho..
E na lousa negra da vida não ser reflexos de giz,
ter só um ponto branco,
unicamente,
um ponto X.
Pedro Dias Gonçalves
(do livro Momentos)
quinta-feira, 30 de janeiro de 2020
JAMIL DIAS PEREIRA
Guarulhos
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
PEDRO DIAS GONÇALVES
e usa calças curtas de suspensórios.
Carrega o estilingue no bolso rasgado
Levanta cedinho, como os raios do sol.
que nada em cachoeiras e come araçás.
engraxa sapatos para comprar livros
e vai à escola aprender o bê-a-bá.
que solta papagaio, que roda o pião,
vende legumes na cidade pequena,
gosta de missas, de festas enfim.
sepultei os meus sonhos, fiquei grande e morri.
fazendo bolinhas de espuma de sabão,
Deixei o coreto e a bandinha tocando,
deixei marcas da infância no meu coração.
da sabedoria dos mestres da história.
Deixei as minhas vontades para ser adulto,
deixei as janelas abertas no tempo,
as ruas ensolaradas, o grupo escolar,
perdi-me na estrada e não pude voltar !
- do livro " Momentos " -
quinta-feira, 10 de maio de 2018
ADOLFO VASCONCELOS NORONHA
quinta-feira, 22 de junho de 2017
DISSE QUE IA ATÉ A ESQUINA
Disse que ia até a esquina
E fui até o mundo
Mas eu não menti
Eu não sabia que a vida
Era redonda feito planeta e
Não tinha ângulos
Das curvas só conheci as femininas
Estradas a me esperar sob a luz dos postes
Lábios,
Colos,
Seios,
Bundas,
Joelhos…
Que no primeiro encontro
Separei em leste-oeste
Ao norte duas montanhas
Fontes onde jorram o mel
Ao centro sua ligação
Mágica e mística
Com seus ancestrais
Ao sul..
Ao sul..
Ah!
Ao sul eu digo que é sempre verão
Eugênio S.Asano
No dia 04/04/2016, o poeta, contista, ativista cultural e editor de livros, Eugênio Asano, morreu de forma repentina. Eugênio foi responsável por abrir espaço para vários escritores guarulhenses, a Editora Gerúndio publicava livros em pequena escala, assim era possível lançar os artistas independentes. ( fonte :
http://aapah.org.br/tag/poetas-de-guarulhos/)
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
NOSTALGIA
Ao cair da tarde.
Observo o entardecer:
o dia deixa saudades..
Touché
Guarulhos/SP
Ilustração: "Entardecer no campo".
Artista : Túlio Dias
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
RASTROS
O blog Poetas de Guarulhos deixou rastros por onde passou.
A primeira postagem na antiga plataforma,foi feita em 25/04/2004 e seu conteúdo foi um poema feito em homenagem à cidade de Guarulhos
*
Guarulhos
Adolfo de Vasconcelos Noronha
Quem pode imaginar ao ver-te assim crescida
toda feita de sons, fuligem pelos ares
fabricando o progresso ao compasso dos teares
na louca evolução, em marcha desabrida
Quem podia supor que, outrora, a tua vida
foi pequenina aldeia, em vez de tantos lares
humílima capela, em vez destes altares
aos pés de Conceição formada e protegida ;
Pois quando o Padre João plantava, na floresta,
a quadrissecular capela, em meio à festa
que se formou na aldeia, ao pé da grande cruz
Contam que a Virgem Mãe, da ermida a padroeira,
apareceu ali, por entre a ramalheira,
para também morar na tribo dos Guarus..
( em homenagem ao IV Centenário do município )
( do livro Guarulhos - Cidade Símbolo História de Guarulhos) l560-l960 )
Adolfo Vasconcelos Noronha é historiador,escritor, professor e fundador da Faculdade de Direito de Guarulhos e da Academia Guarulhense de Letras.
Saiba mais em
http://poetasdeguarulhoseoutrosversos.zip.net/arch2004-04-01_2004-04-30.html









