sábado, 20 de abril de 2019
CASTELO HANNSEN
Agora
eu sei
Agora
eu sei
Sete
anos, mais sete, se passaram
Agora
eu sei
CASTELO
HANSEN
( do livro
Academia Guarulhense de Letras -
Aristides
Castelo Hansen é escritor e jornalista, fundador do Grupo Literário Letra Viva
e membro da Academia Guarulhense de Letras.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
Em Guarulhos, Dona Maria reúne poesias e publica primeiro livro aos 72 anos
Em Guarulhos, Dona Maria reúne poesias e publica primeiro livro aos 72 anos
A facilidade de transformar tudo o que sente e observa em poesia acompanha Maria Barros de Jesus, 74, desde que ela era uma menina no sertão de Pernambuco. Mas foi só depois de completar 72 anos, na cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, que Dona Maria, como é conhecida, conseguiu publicar o seu primeiro livro.
A obra Minhas Composições traz 34 poemas que tratam de situações pessoais – em sua maioria, os dias tristes que passou em seu casamento. No entanto, reúne também textos sobre pequenos detalhes cotidianos, que são motivos de alegria para ela, como as abelhas que visitam suas flores no quintal no bairro de Bonsucesso, onde vive, na periferia do município.
Seus textos estavam em um caderninho cheio de rabiscos antes de serem publicados. Poemas sobre o seu primeiro ano de casada e até versos mais recentes, como um que homenageia um violeiro falecido há pouco tempo, foram descobertos pela sua neta de consideração, Aline, que a incentivou a transformá-los em livro.
“Muitas vezes, de noite eu perdia o sono e ficava sentada no sofá assistindo televisão e escrevendo. Era assim que acontecia”, conta.

Segundo a autora, sua poesia sempre surgiu de forma natural e transita pelo estilo do cordel. Qualquer situação sempre foi motivo de inspiração, até mesmo a rotina.
A pernambucana natural da Vila de Umãs, na cidade de Salgueiro, afirma que aprendeu a escrever por conta da sua curiosidade. “Eu consegui aprender a escrever, graças a Deus, porque eu fazia cópia de tudo que eu via no livro. Era vírgula, era pontuação, era interrogação”, relembra.
Nascida em 1943, ela deixou a cidade jovem acompanhada pelos pais e foi morar em Minas Gerais, onde, apesar das adversidades, se formou no magistério e trabalhou como professora. Mas só em 1973 mudou-se para Guarulhos.
Por conta da escrita, um dos seus sonhos de criança sempre foi ser professora, e antes de se preparar para isso já ensinava os irmãos e os primos na roça. Durante algum tempo, trabalhou em uma biblioteca escolar e aproveitava para ler Machado de Assis. “Era o meu preferido”, diz.
Reunindo os poemas de uma vida inteira, a escritora, animada com a ideia de concretizar o livro, teve a ajuda do selo Dialética, uma editora independente da cidade de Guarulhos. Em abril de 2015, a aposentada lançou o livro na Casa das Rosas, na Avenida Paulista e, no mesmo dia, vendeu todos os exemplares que havia levado ao evento.
No mesmo ano da publicação, a Companhia Bueiro Aberto, coletivo de cinema da cidade de Guarulhos, produziu um mini-documentáriosobre a vida e trajetória da escritora.
Com carinho, ela se recorda que ao pegar os livros impressos pela primeira vez sentiu uma emoção muito forte. “Eu abracei e disse: meus filhos”. Hoje ela ainda não sabe se publicará outra obra, mas garante que não deixou de rascunhar seus pensamentos.
Thalita Monte Santo é correspondente de Guarulhos
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
PEDRO DIAS GONÇALVES
Menino que corre, que salta, que chora
e usa calças curtas de suspensórios.
Carrega o estilingue no bolso rasgado
Levanta cedinho, como os raios do sol.
e usa calças curtas de suspensórios.
Carrega o estilingue no bolso rasgado
Levanta cedinho, como os raios do sol.
Menino do campo, livre como um pássaro,
que nada em cachoeiras e come araçás.
engraxa sapatos para comprar livros
e vai à escola aprender o bê-a-bá.
que nada em cachoeiras e come araçás.
engraxa sapatos para comprar livros
e vai à escola aprender o bê-a-bá.
Menino traquinas que joga pedradas.
que solta papagaio, que roda o pião,
vende legumes na cidade pequena,
gosta de missas, de festas enfim.
que solta papagaio, que roda o pião,
vende legumes na cidade pequena,
gosta de missas, de festas enfim.
Eu fui menino um dia, mudei-me prá longe
sepultei os meus sonhos, fiquei grande e morri.
sepultei os meus sonhos, fiquei grande e morri.
Deixei o menino sorrindo na janela,
fazendo bolinhas de espuma de sabão,
Deixei o coreto e a bandinha tocando,
deixei marcas da infância no meu coração.
fazendo bolinhas de espuma de sabão,
Deixei o coreto e a bandinha tocando,
deixei marcas da infância no meu coração.
Deixei os meus livros, mistério profundo
da sabedoria dos mestres da história.
Deixei as minhas vontades para ser adulto,
deixei as janelas abertas no tempo,
as ruas ensolaradas, o grupo escolar,
da sabedoria dos mestres da história.
Deixei as minhas vontades para ser adulto,
deixei as janelas abertas no tempo,
as ruas ensolaradas, o grupo escolar,
Deixei meus irmãos e os velhinhos chorando,
perdi-me na estrada e não pude voltar !
perdi-me na estrada e não pude voltar !
Pedro Dias
Gonçalves
- do livro " Momentos " -
- do livro " Momentos " -
Pedro Dias Gonçalves participou do Grupo Literário
guarulhense Letra Viva .
terça-feira, 20 de novembro de 2018
VALDELI VILANOVA
Cadê minha fantasia, meu
estilingue,
minha falta de medo, minha ousadia,
meu riso, minha alegria ?
Por onde andou minha perna de pau ?
Onde anda meu balão
vermelho e verde com lanterninhas,
meu bornal, minha capucheta ?
Prá onde rodou meu pião batatinha,
minha bolinha de camurça,
minha fieira, meu chão,
minha falta de educação ?
Cadê minha estupidez,
minha boca suja, minha cara de gato,
minha ignorância, minha alienação ?
Cadê a carrocinha com carneiro
prá tirar fotografia,
o homem manco
que vendia embaré no portão,
a Dona Tereza que colhia lavagem
prá engordar seu leitão ?
Prá onde rodou meu pneu velho
( minha locomoção ? )
prá onde voaram os canarinhos
que faziam seus ninhos
debaixo do pé de mamão ?
Quem cortou as bananeiras,
os pés de mamona,
as touceiras de capim ?
Quem murou os campos,
empoeirou os trilhos, capou os postes,
encapou as ruas, travou as traves ?
Quem enterrrou meu paraíso?
Quem teve tanta falta de juízo
prá inventar que é preciso crescer ? !
Valdeli Vila Nova
- do livro " Licença Para A Vida "
Valdeli
Vila Nova , além de escritor, ator e professor,
foi um fundadores do Grupo Literário guarulhense Letra Viva
terça-feira, 3 de julho de 2018
JOSÉ MANUEL VIVEIROS
Prendem-se beija- flores
O homem não suporta a idéia
de não poder voar
José Manuel Viveiros
do livro " Inventário de
Sentimentos"
José Manuel Viveiros , foi
jornalista na cidade de Guarulhos ,além de ator e escritor., escrevia crônicas no jornal Diário de
Guarulhos, foi um dos intelectuais mais importantes da cidade na década de
80 . Faleceu ainda jovem.
domingo, 17 de junho de 2018
O Grupo Literário Letra Viva foi fundado oficialmente em novembro de 1980,
no município de Guarulhos, São Paulo.
Sua finalidade era congregar todos os literatos e simpatizantes do
movimento literário , bem como " promover e incentivar a realização de
eventos culturais como recitais e publicações " e também " promover e
incentivar intercâmbio e colaboração de seus associados com entidades
congêneres"..
Os sócios fundadores do Grupo Literário Letra Viva foram : Isabel
Borazanian, Angelo Macedo de Oliveira, Oswaldo Rosa, José Edinaldo Freitas
Couto, Cícera B. de Lima, Álvaro Levadinha, Aristides Castelo Hansenn, Carlos
Alberto Almeida, Valdeli Pereira de Jesus, Pedro Brito, Wanderley Botelho
Carvalho,Eduardo da Conceição e Dario Uzan Filho.
O Grupo Literário Letra Viva promovia recitais, concursos literários,
editou livros e um informativo literário. Seu endereço oficial, era na Vila
Moreira.
Durante a sua existência realizou vários eventos, como,por
exemplo : JÁ É
TEMPO DE POETAR, TRIBUTO A CHARLES CHAPLIN, POESIA NO BOSQUE, DIA DA POESIA,
MOSTRA DE POESIA, CONCURSOS DE POESIA E RECITAIS/SARAUS MENSAIS. Em 1982 publicou o
livro ANTOLOGIA LETRAVIVA, tendo como idealizadora e grande incentivadora a
poeta Ciça B. Lima.
saiba mais em
http://guarulhosdepontaaponta.com.br/tag/letraviva/
quinta-feira, 10 de maio de 2018
ADOLFO VASCONCELOS NORONHA
Quem pode imaginar ao ver-te assim crescida
toda feita de sons, fuligem pelos ares
fabricando o progresso ao compasso dos teares
na louca evolução, em marcha desabrida
Quem podia supor que, outrora, a tua vida
foi pequenina aldeia, em vez de tantos lares
humílima capela, em vez destes altares
aos pés de Conceição formada e protegida ;
Pois quando o Padre João plantava, na floresta,
a quadrissecular capela, em meio à festa
que se formou na aldeia, ao pé da grande cruz
Contam que a Virgem Mãe, da ermida a padroeira,
apareceu ali, por entre a ramalheira,
para também morar na tribo dos Guarus..
Adolfo Vasconcelos
Noronha
( em homenagem ao IV
Centenário do município )
Adolfo Vasconcelos Noronha foi historiador,escritor, professor e
fundador da Faculdade de Direito de Guarulhos e da Academia Guarulhense de
Letras. Patrono da cadeira 32 da AGL.
Nascido na cidade de Olímpia, em 1922, Estado de São Paulo.
Teve em primeiras núpcias com a senhora Cláudia Bisognini de
Noronha os filhos: Ronaldo Bisognini de Noronha, Adolfo Bisognini de Noronha e
Denise Bisognini de Noronha.
Com dona Maria Irany Guaraldo Noronha: Ricardo Adolfo Guaraldo
Noronha e Ana Cristina Pia Guaraldo Noronha.
Em 1948, assumiu o mandato de vereador à Câmara de Vereadores de
Guarulhos,
Foi pioneiro do ensino superior em 1965, quando criou a SOGE –
Sociedade Guarulhense de Educação.
Foi membro honorário da Academia de Letras da Faculdade de
Direito da USP.
Membro fundador da AGL- Academia Guarulhense de Letras.
Foi mentor e idealizador do CMA- Conservatório Municipal de
Artes.
Escreveu sobre a História de Guarulhos, Sociologia, Política,
literatura, Direito, Metafísica, Psicologia, Educação, etc.
De sua ampla bibliografia destacamos duas obras de que ele
gostaria que déssemos o real significado: “Guarulhos, Cidade Símbolo”,
publicada em 1959 e “O Sonho da Mariposa”, romance de sociologia política,
publicado em 1975-77. ( fonte : Fernando Canto Berzaghi).
Assinar:
Postagens (Atom)












