segunda-feira, 19 de dezembro de 2022
terça-feira, 13 de dezembro de 2022
terça-feira, 15 de novembro de 2022
quinta-feira, 10 de junho de 2021
UM POEMA DE ARISTIDES CASTELO HANSSEN

Nossos corpos unidos num só corpo,
gemidos, ais, palavras desconexas,
um penetrante cheiro de alfazema
penetrando em minhas narinas, no meu ser,
me matando de vontade de viver.
Depois..
um banho a dois, tragadas de cigarro,
um papinho informal, conversa leve,
gatos, cachorros, política, poesia,
marcas de automóveis, fantasias,
vaga promessa de um regresso breve,
e tchau...
Hoje, não sei porque, depois de tanto tempo,
tantos dias e tantas aventuras,
tantos sonhos e tantas amarguras,
alegrias, noitadas e problemas,
na minha pobre cama de solteiro
— travesseiro sem fronha, lençóis mudos,
cheiro de espera, aroma de torpor —
eu senti um leve cheiro de alfazema.
Deve ser esse o perfume do amor!
Castelo Hanssen
( do livro " Canção pro Sol Voltar" , Editora do Escritor )
Castelo Hanssen foi jornalista e escritor , membro fundador do Grupo Literário Letra Viva e da Academia Guarulhense de Letras. Foi fundador do Colégio Brasileiro de Poetas de Mauá, do grupo literário Letraviva de Guarulhos e da Academia Guarulhense de Letras. Foi presidente honorário da Sociedade Guarulhense de Cultura Artística.
Iniciou a carreira escrevendo crônicas para os semanários A Ação e Tribuna Popular de Santo André. Iniciou o trabalho profissional como repórter na Folha Metropolitana (Santo André), transferindo-se depois, para a Folha Metropolitana de Guarulhos, onde foi editor de política, assinou a coluna No Mundo da Música Sertaneja, e coordenou o suplemento Folha Literária.
De 1984 a 2001 trabalhou no jornal Olho Vivo de Guarulhos. Aposentou-se por deficiência visual. Continuou como colaborador eventual até 2004, com artigos abordando temas do momento de forma poética e bem humorada. Em 2007 voltou a escrever artigos eventuais para o extinto Diário de Guarulhos, marca que o Olho Vivo adotou em 2006. Participou ativamente de movimentos culturais de Guarulhos, Em 1997 recebeu o troféu Paulo Francis, outorgado pela antiga Tribuna de Guarulhos.
Foi presidente da Academia Guarulhense de Letras de 2008 a 2010, entidade que ajudou a fundar em 8 de dezembro de 1978, junto com Gasparino José Romão, Laerte Romualdo de Souza, Ary Baddini Tavares, Milton Luiz Ziller, Adolfo Vasconcelos Noronha, Norlandio Meirelles de Almeida, João Ranali, Flavio Cleto Giovanni Trombetti, Oscar Gonçalves, Hildebrando de Arruda Cotrim, Onofre Leite, Sylvio Ourique Fragoso, Geraldo Penteado de Queiroz e Néfi Tales.
Faleceu em 6 de março de 2020 por infecção de corrente sanguínea e doença do rim crônica após ficar internado por cerca de 10 dias no Hospital Geral de Guarulhos. Familiares e os amigos se despediram de Castelo com declamação de poesias de autoria dele ou em sua homenagem, transformando seu velório, carregado de muita emoção, em um sarau, além de contarem muitas histórias sobre sua liderança na cultura de Mauá e passagens pitorescas de sua atividade como jornalista em Guarulhos. Sua morte foi noticiada por toda a imprensa de Guarulhos e também no obituário da Folha de S.Paulo.
Recebeu várias homenagens de amigos e familiares nas redes sociais. O prefeito declarou luto oficial de três dias (a partir de 7 de março de 2020)
Obras
Canção pro Sol Voltar, Guarulhos
A Flor que Drummond viu Nascer no Asfalto (Editora Gerundiogê - Biblioteca Monteiro Lobato, Guarulhos) (2008)
Um Cego Fita o Horizonte (Editora AllPrint - Auditório Sincomércio, Guarulhos) (25 de julho de 2009)
“Fragmentos de Memória” (Editora GerúndioG - Biblioteca Monteiro Lobato, Guarulhos) (28 de agosto de 2013)
“Geremias Gemebundo” (Editora GerúndioG - Biblioteca Monteiro Lobato, Guarulhos) (28 de agosto de 2013)
"Vermibus" - Curta Metragem de Rubens Mello - Personagem: "Vovô" - Agosto de 2012
sexta-feira, 9 de abril de 2021
RENATO GONÇALVES
Escrevo;
Pra afastar o que me corroe...
Pra me levar da realidade,
dando – me o compasso da fantasia.
Quero elevar a minha alma,
girar em torno da curvatura
da redoma similar...
E depois voltar.
Escrevo;
Pra lembrar e poder chorar
toda essa angustia.
Essa face sedenta,
que grita no vago estreito do vale.
Precisa sentir, depois tocar;
amar , decepcionar-se e depois morrer.
Só o que restou foi saudades,
um sentimento vazio e confuso,
de quando eu vivia.
Porque devemos nos arrepender dos nossos atos?
Ou da ausência deles ?
Quero o mundo que é tão belo
nos meus desejos...
E não poderia...
Então escrevo,
Pra viajar pra tão longe e tão perto,
quanto minha mente cansada possa ir.
Escrevo;
E estas palavras me privam do sono.
Escrevo;
E este mal talvez nunca acabe.
Renato Gonçalves
Extraído do blog 'Últimos Versos Humanus - Um Diário Psicodélico de Conversas Produtivas' - http://ultimosversoshumanus.zip.net -
sexta-feira, 5 de março de 2021
UM POEMA DE BABI AKYLLA
Alegria, tanto quanto couber em seu coração.
Abundância de sorrisos.
Paciência com os seres amados de sua vida e com os defeitos.
Dias vividos que confortam você e que prometem dias melhores.
Fé em si mesmo e em seus objetivos.
Responder a sorrisos que aquecem nossos dias.
Abraços carinhosos que nos mantêm firmes,
no momentos de lágrimas.
Sonhos que nos levam adiante
e que nos ajudam a crescer.
Aceitação quando falhamos.
Determinação em tentar novamente.
Coragem para continuar quando se tem medo.
Calor, quando há frio.
Uma estrela, quando a noite é escura.
As asas de uma borboleta.
O coração de um passáro cantor.
E, sempre um arco-íris depois da tempestade.
Babi Akylla
do Blog Vivendo Com a Vida - Acreditar é Realizar
http://www.babiakylla.weblogger.terra.com.br
( Babi é uma artista de Guarulhos. Ganhou o prêmio da poetisa mais querida de Guarulhos, pelos leitores do jornal Folhetinho .Autora do livro ' Vivendo Com a Vida Acreditar é Realizar Ensinamentos para uma Vida ',um livro de auto ajuda)
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
JANDILISA GRANASSO
Do que escrever, se nada sei ?
Se ao meu redor, do que preciso,
eu nada vejo ?
Sobre o que falar ?
Se o que se diz eu não compreendo
e me faltam palavras e sobram indagações.
Vãs são as tristezas,
os pensamentos,
os sentimentos (vãos)..
E eu quero despir de minha alma
as incertezas ;
Entender de pronto
meus obscuros desejos.
E através de uma nesga no meu céu
vislumbrar estrelas..
E que elas me falem
o que eu mais desejo ouvir..
Que aos meus olhos mostrem
o que mais almejo ver ;
Que nas suas cores,
encontre meu eu as minhas
mais infímas verdades.
Mas me falem delas sem áridas palavras.
Assim, talvez,
eu tenha mais tempo prá sonhar
Não mais tenha medo de acordar
Jandilisa
(in "Informativo do Grupo Literário Letra Viva" de Guarulhos ).quinta-feira, 7 de janeiro de 2021
UM POEMA DE RINI MARTIN
ao redor da fogueira
os homens celebram a vida
rompe a manhã
Rini Martin
( do II Festival Municipal de Conto e Poesia, da Prefeitura Municipal de Guarulhos )
quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
JOSÉ MAURÍCIO VIEIRA
Se eu pudesse dizerDo que é feito o céu,Quando o cinzento da tardeTraz a lembrança da ida breve,Das nuvens brancas e do sol dourado,Minhas palavras seriam, eu sei,De uma profundidade e doçura,Que enterneceriam até a solidão,E ecoariam suaves, na chegada da noite,Como a melodia divina, que vem,Para deleitar o espírito, de quem,Mergulhado em êxtase, ama em silêncio,A sutileza de um raro momento.
José Maurício Vieira( do livro Academia Guarulhense de LetrasAmostragem Literária - )
Se eu pudesse dizer
segunda-feira, 2 de novembro de 2020
UM POEMA DE TOUCHÉ !
Anoto impressões em versos simples
serenas digitais de espanto..
Espantado, envelheço,
espantalho
Perco folhas e galhos
Frutas amadurecem
Frutas são colhidas
ou despencam ao pé da árvore
Sobrevivo aos cinzas do inverno
Sobrevivo às inclemências do sol
Necessito.
Touché
domingo, 4 de outubro de 2020
UM POEMA DE CÉSAR MAGALHÃES BORGES
Desejo o heroísmo de um dia comum,
A obra-prima do dever bem feito,
A nobreza de quem não é rei,
A virtude de quem tem defeitos.
A maior paz vem
da convivência de opostos,
postos lado a lado
pelo respeito
Os grandes santos
Não esperam a vida eterna
com a morte no altar.
Vivem em baixo do mesmo teto
que guarda serventes e arquitetos
e fazem o céu
da vida que do chão trouxeram.
Estrelas que se põem do céu
não serão guias para nossa esquadra
porque não navegam
Nômades os cometas
Nada trarão para nossas casas
Visto que não sabem morar
O velho saberá o novo
pelo que sucede e antecede
e pelo tempo que viveu
Só a irmandade será mãe
De bons conselhos
E nada
Que ignore o nosso ar
Poderá inspirar vida
Nada que não concatene
Arte e Vida
fará qualquer sentido.
( do livro Canto Bélico )
O poeta César Borges é também professor da Universidade de Guarulhos (UNG).O livro Canto Bélico está sendo relançado em terceira edição. César costuma apresentar suas poesias em espetáculos musicais,com músicas nacionais e internacionais. Sei que ele gosta dos Beatles. Não sei se gosta dos Rolling Stones.
quinta-feira, 3 de setembro de 2020
J.J. MACEDO
O século apodrece em nossas mãos.
Independente de nós
Indiferente a nós.
Um luz pálida
debruça sobre as sombras do crepúsculo
e espera que o alvorecer
venha vestir de luz
a nudez escura da incerteza.
terça-feira, 4 de agosto de 2020
UM POEMA DE JOSÉ MANUEL VIVEIROS
Que a alvorada não vejaA mágoaque o crepúsculo enseja
quinta-feira, 9 de julho de 2020
UM POEMA DE RINI MARTIN
onde o oásis ?
sigo em frente
deserto só deserto
areia : as areias
o branco reveste meu corpo
a desértica invenção de um espaço
duplas buscas : a poesia e a sede
fogo que devora. aridez total. claros
signos e olhares atentos. o olhar : viagem
e vertigem, esperança ainda
a brancura do deserto
camelos
e rastros : buscas e fugas.
na celebração do desejo : no cântico
das palavras: a palavra saltita
no branco da página
palavras-desertos
oásis ? só águas
do II Concurso Municipal de Conto e Poesia da Prefeitura Municipal de Guarulhos
quarta-feira, 3 de junho de 2020
UM POEMA DE RYNALDO PAPOY
segunda-feira, 18 de maio de 2020
ZÉZINHO FRANÇA
quarta-feira, 6 de maio de 2020
CASTELO HANSSEN
Eu queria fazer uma poesia
que fosse clara como a luz do dia
para ser consumida como o pão
Uma poesia assim
agridoce como a fruta do mato,
pura como a água do regato,
melodiosa como uma canção.
Uma poesia assim,
que trouxesse beleza em cada rima,
para ser cantada no trabalho,
para ser batucada na marmita,
para ser comentada nas esquinas.
Uma poesia assim.
comum e popular como a cachaça
que se bebe barato, que é de graça,
que é do rico, do pobre, do sem nome.
Uma poesia que todos entendessem
como todos entendem a palavra amor
ou a palavra fome...
(do livro Canção pro Sol Voltar )
Ilustração: Joaquin Sorolla Y Bastida
Maria pintando ao ar livre
quinta-feira, 23 de abril de 2020
J.J. MACEDO
quarta-feira, 8 de abril de 2020
VALDELI VILA NOVA
quarta-feira, 25 de março de 2020
CASTELO HANSSEN
Quando deito nos braços da Poesia
eu me mudo para um mundo diferente,
onde os seres são todos namorados,
onde os dias são todos feriados,
e onde as tardes são quentes.
Quando eu acordo, sempre está chovendo,
sempre é segunda-feira, a barriga doendo,
e eu saio a trabalhar...
a Poesia vai comigo, lado a lado
me acompanha nos ônibus lotados,
e segue sussurrando aos meus ouvidos
palavras sem sentido.
E eu peço prá ela ir embora,
para não atrapalhar...
Um dia eu fico só e enlouqueço,
e peço a conta e saio por aí..
E gasto o meu dinheiro, muito pouco,
bebendo como um louco,
comendo doces e lendo gibi.
Eu e a Poesia, sempre nos amando,
no asfalto da avenida, nos jardins,
cavalgando nas nuvens, abraçados,
vamos fazer a vida sempre assim..
E eu peço prá Poesia, companheira,
ficar sempre comigo, a vida inteira,
e não me abandonar !
Desculpe, gente,
eu sonhei novamente ;
é hora de acordar !!!
Castelo Hanssen
Academia Guarulhense de Letras
( do livro Canção Pro Sol Voltar )















